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sexta-feira, dezembro 01, 2006

CAOS



Meu esposo vivenciou uma experiência, que segundo suas próprias palavras, “só posso revelar aos iniciados”.
Não entendi muito bem o que ele quer dizer com iniciados, mas por suas conversas, acho que esse grupo são aquelas pessoas que lêem e discutem sobre teoria da relatividade, teoria quântica, teoria das cordas, buracos negros, anãs brancas, gigantes vermelhas, buracos de minhoca, matemática do caos, entropia e outras esquisitices mais.
Solicitei que narrasse em meu blog essa sua experiência singular, e para minha surpresa, fui prontamente atendida. Passo-lhe a palavra, ou melhor, o teclado.

A coisa aconteceu em 1973 na cidade de Curitiba/PR quando era estudante do 3º científico do Colégio Estadual do Paraná. Estávamos nos preparando para o vestibular e no cursinho Don Bosco (que freqüentávamos) tinha um professor de geometria chamado Amaury, um mestre notável.
Ele desenhava à mão livre na lousa com tal precisão que dava vontade de tirar fotos de seus entes geométricos. Fiquei ainda mais apaixonado pela geometria.
Certa tarde, eu e alguns colegas nos reunimos para estudar matemática. Cada um daria uma aula sobre o assunto que melhor dominava. A minha obviamente era sobre geometria.
Pirâmides, cones, prismas e cubos, desenhava tudo com capricho, inspirado nas aulas do professor Amaury. Terminada a exposição, falei que a energia das pirâmides pairava no ar. Fazia uma bela tarde de sol de primavera. ( O livro Eram Deuses os Astronautas? Estava no topo da lista)

Naquela época eu já fumava e tinha o hábito de bater com a ponta do cigarro na mesa para melhor acomodar o fumo.
Havia uma mesa redonda, de imbuia negra, polidíssima. Empolgado com meus desenhos, naquela tarde ao invés de bater com a ponta do cigarro na mesa, resolvi jogá-lo sobre aquela superfície; foi quando o fenômeno aconteceu.
Para espanto geral do grupo, o cigarro caiu e parou de pé! Isso mesmo, ficou de pé, com o filtro para baixo, completamente estático sobre a superfície polida de imbuia.
Fizemos cálculos sobre a trajetória parabólica de um corpo leve cilíndrico arremessado sobre um plano para verificar a possibilidade de ocorrência daquilo que havíamos recém presenciado. Após várias hipóteses concluímos que a gama de variáveis atuantes fugia completamente ao nosso domínio. Talvez ainda hoje, com o emprego de computadores, o cálculo da probabilidade do mesmo fato se repetir seja realmente complexo.
Estaríamos diante de uma equação que somente uma nova matemática poderia explicar?
A matemática do caos, neociência em franca expansão, fala sobre sutilezas extremamente complexas. Talvez a mais famosa seja O Efeito Borboleta. “O bater de asas de uma singela borboleta na China, meses depois poderá causar um furacão na Flórida”.

Para encerrar, esclareço que me dispus a fazer esse relato porque a Suênia anda muito interessada por coincidências. Várias delas tem ocorrido em nossas vidas, e mais recentemente, a freqüência desses eventos tem aumentado substancialmente.
Acredito que existem razões, senão equações, que poderão explicar as coincidências. Mais meio século de ciência – um breve lapso na história das civilizações, e provavelmente teremos respostas satisfatórias.
Em tempo: naquela tarde de 1973, após contemplar o cigarro que parou de pé, levantei-o do tampo, observei cautelosamente se não havia nada de estranho no filtro ou na mesa, e como de fato não havia, fumei-o com prazer.

domingo, novembro 26, 2006

"NÃO CONSIGO FICAR SEM GRITAR"

Outro dia durante o Jornal do Almoço foi abordado uma questão polêmica: o barulho, acima do permitido, proporcionado por uma escola de primeiro grau para alunos de classe média de Florianópolis.
Entrevistado, um morador vizinho queixava-se de males que sofria decorrentes do barulho imposto pela escola. A diretora do estabelecimento, por sua vez, defendeu-se argumentando que o nível de ruídos estaria abaixo dos 65 decibéis regulamentados no código civil. A repórter munida de um decibelímetro (aparelho que registra a altura dos sons) constatou que naquele momento (era hora da pausa) o aparelho registrava quase 80 decibéis.
Entrevistaram então uma criança: “Por que vocês gostam de fazer barulho”?
Resposta: “A diretora até que pede mais silêncio, mas não consigo ficar sem gritar”.
Os gritos incontidos das crianças na hora da pausa teriam algo a nos dizer?
Por que o ato de gritar as fazem sentir-se melhor?
Quais ansiedades as acometem? O ato de aprender numa escola regular deixam os alunos angustiados? Teriam os professores a incumbência de promover um estado de paz interior em seus alunos. Teriam talento ou capacidade suficientes? Talvez nós professores devêssemos todos ser mestres zen. Ou maestros talentosos para saber como baixar a adrenalina de uma turminha cheia de energia.
Ou ainda, talvez mudar o método de ensino.
Nos tempos de cursinho pré-vestibular lembro-me de uma estratégia empregada pelos professores: Ao iniciar a aula eles contavam um piada das mais picantes que fazia todo mundo gritar, inclusive eles próprios. Após alguns minutos de euforia o ritmo desacelerava e a aula transcorria na mais profunda paz.
FIMOSE: Finalidade, Motivação, Sentido. Trabalhando dentro da realidade do aluno, com aquilo que ele deseja aprender e dando um sentido para aquilo que ele faz parece ser uma boa estratégia.
Nesse enfoque, trabalhar com Projetos de Aprendizagem pode ser uma ótima opção.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Novas Possibilidades para Aprender



Na educação tradicional o saber estava centrado somente entre os muros da escola que tinha como objetivo final, diplomar e formar pessoas para desempenharem papéis distintos na sociedade. Com o advento da globalização e da revolução tecnológica de comunicação e informação transformam-se os espaços, o tempo e as ferramentas de ensino e de aprendizagem. O quadro negro migra para a tela colorida da TV, do computador, do vídeo, da câmara da máquina fotográfica e da filmadora. O aluno aprende em outros espaços, torna-se ativo e se formam grupos sociais com outras características, interesses e afinidades. Tudo acontece com mais velocidade e possibilidades, alterando o pensar e o agir. Professor e alunos têm acesso a informação que é oferecida no mercado globalizado, onde o computador, a internet e o celular abrem novas possibilidades e configurações para as pessoas aprenderem formando uma nova pedagogia e uma nova relação com o saber, contribuindo assim para o nascimento de um novo cidadão.

segunda-feira, outubro 23, 2006

O BIG BANG DO CONHECIMENTO - PARTE 1

Este fim de semana, enquanto viajava com meu esposo, passamos a filosofar, como já é de nosso costume.
Filosofamos sobre a aceleração do tempo e do papel do professor neste cenário.
Seguem-se algumas idéias que chegamos. Por favor, colabore conosco.
A ciência conjectura que no período anterior há 13,5 bilhões de anos atrás, havia o nada. O universo tal como conhecemos simplesmente inexistia.
- O que estaria acontecendo? Estaria acontecendo algo?
A religião, segundo narra a Bíblia no livro de João, capítulo 1, assim se posiciona: “No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Para explicar a origem do universo e até mesmo do próprio tempo, a ciência fala sobre uma provável explosão colossal – O Big Bang, que aconteceu a partir de uma partícula primordial de energia super-concentrada.
- De onde e como surgiu esta partícula?
A religião diz: “A terra porém estava informe e vazia e as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus movia-se sobre as águas. E Deus disse: Exista a luz. E a luz existiu”. Gênesis 1,2-3.
Poderíamos continuar a estabelecer paralelos entre ciência e religião sobre inúmeras situações, porém, deixamos para o final deste texto um último comentário.
No momento nossas inquietações residem nas evidências que apontar estarmos próximos de uma outra colossal explosão: O Big Bang do Conhecimento.
EVIDÊNCIAS
Sabe-se que o planeta terra tem idade de 4,5 bilhões de anos e que o homem, tal como conhecemos hoje, surgiu há apenas 35 mil anos. Uma narrativa interessante sobre a aventura da evolução humana foi feita pelo ambientalista californiano David Brower, que nos dá uma ótima idéia de quão tardiamente nossa espécie apareceu no planeta. Ele exemplifica a existência da terra (os 4,5 bilhões de anos) como se tivesse ocorrido em apenas seis dias, os seis dias da criação bíblica.
No cenário de Bower, a Terra é criada no domingo à zero hora. A vida, na forma das primeiras células bacterianas, aparece na terça-feira de manhã. Somente na quinta feira, por volta da meia noite o mundo dos organismos microscópicos está plenamente estabelecido. Na sexta feira, por volta das dezesseis horas, aparece a reprodução sexual, e no sábado, o hipotético último dia da criação é que finalmente as formas de vida visíveis se desenvolvem. Os dinossauros iriam aparecer dez minutos antes das dezessete horas e dominam o planeta por cinco horas, e então, subitamente, morrem por volta das 21:45. Os mamíferos chegam à Terra no final da tarde e os pássaros já à noitinha, cerca das 19:15 horas.
Oito minutos antes da meia noite (deste último dia da criação) os primeiros símios antropóides do sul se erguem e caminham sobre duas pernas. Cinco minutos mais tarde, desaparecem novamente.
Finalmente, a espécie humana moderna aparece na África e na Ásia apenas onze segundos antes da meia noite.
Realmente, somos muitíssimo recentes na história do planeta!
Onze segundos em seis dias, quase nada. Nossa espécie foi muito bem encubada e preparada por algum forte motivo, concordam?
Como dizia Carl Sagan, o mais popular divulgador científico do Ocidente, apresentador de Cosmos, uma série de TV de grande sucesso nos anos 70: “Poeira de estrelas que somos, ao buscarmos a resposta para as grandes questões, é como se o Universo estivesse olhando para dentro e tentando entender a si mesmo”
Estaremos no limiar de um novo Big Bang?
Um “chip” – lasca de silício menor que 1cm – pode armazenar mais informações do que toda uma enciclopédia!
O telescópio espacial Hubble em apenas cinco anos de atividade colheu mais informações sobre o universo do que 5000 anos de astronomia.
Meu marido adora geografia, e aqui em casa tínhamos uma coleção de mapas. Com a internet, navegando no Google Earth ele encontrou tudo o que queria: todo o planeta, o mapa que ele desejar, infinitamente mais bem detalhado, está ao seu alcance com um simples clique.
O guru tecnológico Nicholas Negroponte, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), um dos mais importantes centros de estudos digitais do mundo, acaba de inventar um notebook, denominado OLCP, de configuração simples, feito para acessar a internet que custa pouco mais de R$ 200,00. A idéia é oferece-lo gratuitamente a alunos de escolas públicas de países em desenvolvimento. Negroponte acredita que em 2010 esse equipamento estará custando apenas U$ 50,00.
Pode-se pensar que daqui a dez anos, todo aluno terá um notebook potente e completo que o acompanhará desde as séries iniciais até a faculdade.
Nessa hipótese, adeus livros didáticos e cadernos.
O “Verbo Divino” criou a partícula primordial que explodiu, e depois de 13,5 bilhões de anos, essa partícula produziu o homem para contar a história da criação.
Qual seria o papel do professor neste momento singular da história da vida? Não sei ao certo, mas reexaminado a história da criação, poderemos obter algumas boas pistas.
Você que está acessado esta página, gostaria de sugerir alguma?

sexta-feira, outubro 06, 2006

Trocando Idéias

Tentando responder questões levantadas pela colega Viviane no Proa 04, alinhavei um pensamento visando responder as seguintes colocações:

"Para Piaget, conhecer o desenvolvimento da inteligência é primordial, no sentido de propor ações de acordo com suas possibilidades, de forma a desafiá-la, desequilibra-la para que busque a significação e possa reequilibrar, outra vez, a assimilação e a acomodação. Mas para isso, precisa-se saber observar, aos níveis de desenvolvimento que surgem durante o trabalho. Ainda, deve ser levado em conta: a coerência das respostas, a relação entre os elementos na resolução do problema e a ausência de consciência do raciocínio.
Sabemos que trabalhar com cada criança individualmente, é fácil, mais fica minha dúvida como proceder: Quando tenho uma sala com mais de trinta alunos? E nesta mesma sala existe um aluno com dificuldades visuais ou auditivas?"


Resposta:
Creio que identificar as necessidades e características individuais de cada aluno é um grande desafio quando se tem uma sala de aula com trinta ou mais estudantes e ainda recebemos alunos com dificuldades especiais, porque nosso modelo educativo persiste no tradicional. Na escola tradicional seja especial ou regular freqüentemente os alunos são submetidos a um paradigma educacional no qual continuam a ser o objeto e não o sujeito de seus próprios processos. Paradigma este que ao contrário de educar para a independência, autonomia, liberdade no pensar e no agir, reforça esquemas de dependência e submissão. Dentro de um novo modelo de ensino e aprendizagem, que ajude os aprendizes a abandonar a postura passiva de receptores de conhecimento, que propicia um ambiente onde os alunos sejam mais valorizados e estimulados em sua criatividade e iniciativa, possibilitando uma maior interação com as pessoas e com o meio em que vivem, que parta não de suas limitações e dificuldades, mas da ênfase no potencial de desenvolvimento que cada um trás em si, poderá ser um caminho para desatar alguns nós da educação vivenciada hoje. A idéia é trabalhar e desenvolver diversos conteúdos através de atividades criativas e concretas que sejam do interesse do aluno, sem passar pela formalização escolar, que quase sempre são desvinculadas das experiências concretas dos alunos e impostas de fora. Piaget demonstrou que a criança já possui desde os primeiros anos de vida mecanismos de aprendizagem que ela desenvolve mesmo sem ter ido a escola, mas a partir das interações com os objetos do ambiente onde vive. Nesta perspectiva, penso que será necessário investir em estratégias pedagógicas que facilitem as interações entre os alunos. Exemplo: reunir a classe em grupos para pesquisar temas de interesse comum facilitando a integração dos alunos com necessidades especiais, incentivar a cooperação, ampliar o significado de responsabilidade, etc.Desta forma, a figura centralizadora e controladora do professor passa a ser o de facilitador do processo de aprendizagem. Cabendo propor novos desafios, estimular, incentivar, questionar, contra-argumentar e desequilibrar os aprendizes para a busca dos conceitos que estão sendo trabalhados. Os alunos então passam da figura passiva para serem atores, construtores do próprio conhecimento. Penso que numa turma de 30 ou 40 alunos sendo dois cegos, por exemplo, poderia ocorrer a formação de 10 grupos de 04 alunos. Os cegos facilmente se sentiriam incluídos e por tanto, produtivos dentro de seu grupo. Os facilitares (professores) no transcorrer das atividades contarão com a colaboração dos integrantes das equipes para motivar e facilitar o envolvimento dos alunos cegos nas atividades, proporcionando a construção de seu conhecimento através da chamada aprendizagem cooperativa. Sendo assim, o desenvolvimento da inteligência que você citou (desafios, desequilíbrio, busca de significado, assimilação, etc.) acontece de forma integrada e o facilitador não precisará preocupar-se especialmente com aqueles alunos com dificuldades visuais. Ainda não estou totalmente segura de que a "coisa toda" funcione exatamente do modo como descrevi, mas acho que o raciocínio apresentado é coerente com a metodologia deste nosso curso. Podendo ser um caminho. O que acham?

quarta-feira, setembro 20, 2006

Pessoas com necessidades especiais

Refletindo um pouco sobre as pessoas com necessidades especiais, penso que antes de serem "especiais", são pessoas com todo os direitos do ser humano. Portanto a "especialidade" ou "excepcionalidade" vem em segundo plano. Todavia, é preciso lembrar que se trata de pessoas diferentes, e isto exige, que a sociedade como um todo, se ajuste a essas diferenças oportunizando a elas o direito ao lazer, educação de qualidade, saúde e trabalho. As pessoas com deficiência (física, auditiva, visual ou mental) têm dificuldades que limitam sua capacidade de interagir com o mundo, mas não as impedem de se desenvolverem e exercerem sua cidadania. Se os sistemas educacionais romperem com o paradgma educacional do qual tratam com discriminação os alunos especiais, e começarem a tratá-los como sujeitos de seus prórios precessos, continuaremos a ter pessoas limitadas pelas suas necessidades, porém capazes de construir seus conhecimentos e seus caminhos. Pelas dificuldades e atrasos que as pessoas com necessidades especiais frequentemente apresentam em seu desenvolvimento global, é vital oferecer-lhe um ambiente de aprendizagem que os ajude a abandonar a postura paciva de receptores de conhecimento. Um ambiente onde sejam valorizados e estimulados em sua criatividade e iniciativa, possibilitando uma maior interação com as pessoas e com o meio em que vivem, partindo não de suas limitações e dificuldades, mas dando ênfase ao potencial de desenvolvimento que cada um trás em si. A força de vontade que observei em uma professora cega, que trabalha em uma escola para pessoas com necessidades especiais,(ADVIR), me surpreendeu e me fez pensar sobre alguns valores e como eles decodificam o mundo. Ministrando um curso à distância para professores da educação básica, cuja parte do conteúdo era passado pela TV, tive duas cursistas cegas que participaram ativamente de todas as atividades. Fiquei surpresa com a clareza de seus pensamentos quando da participação nos debates. A impressão que tive foi que elas assimilaram o conteúdo , em parte, mais facilmente que os demais colegas. Outra surpresa quando levei uma delas ao ponte de ônibus e ela me perguntou ao sairmos da sala: "Está chovendo professora? o dia hoje estava tão feio! Mais adiante ela me disse: "professora, daqui em diante vou sozinha", e eu na minha ignorância falei: não, eu te levo, já é tarde, é perigoso. Ela respondeu: "não professora, eu sei me guiar. Por exemplo, nós estamos paradas em cima de uma entrada de carro", apontando com sua verinha. Fiquei espantada pois não havia percebido o desnível na calçada. Creio que estas pessoas fazem uma leitura mais detalhado do mundo que nos cerca.

domingo, setembro 17, 2006

A CONDIÇÃO HUMANA

Um dos livros mais interessantes que estou relendo intitula-se The Web of Life - A New Scientific Understanding of living Systems -Fritjof Capra, ed. Cultrix, 1996.
A Teia da Vida, entre tantas explanações maravilhosas, na página 229 fala sobre A Condição Humana.
"Os seres humanos evoluiram a partir dos macacos do sul que caminhavam eretos por volta de dois milhões de anos atrás. A transição de macacos para seres humanos, como aprendemos, foi acionada por dois desenvolvimentos ditintos: o desamparo de bebês nascidos prematuramente, os quais requeriam famílias e comunidades que lhes dessem apoio, e a liberdade das mãos para fazer e para usar ferramentas, que estimularam o crescimento do cérebro e podem ter contribuido para a evolução da linguagem...
O papel crucial da linguagem na evolução humana não foi a capacidade de trocar idéias, mas o aumento da capacidade de cooperar.
À medida que a diversidade e a riqueza das nossas relações humanas aumentavam, nossa humanidade - nossa linguagem, nossa arte, nosso pensamento e nossa cultura - se desenvolviam. Ao mesmo tempo, desenvolvemos a capacidade do pensamento abstato, a capacidade para criar um mundo interior de conceitos, de objetos e de imagens de nós mesmos. Gradualmente, à medida que esse mundo interior se tornava cada vez mais diversificado e complexo, começamos a perder contato com a natureza e a nos transformar em personalidades cada vez mais fragmentadas.
Desse modo, surgiu a tensão entre totalidade e fragmentação, entre corpo e alma, que tem sido identificada como a essência da condição humana por poetas, filósofos e místicos ao longo dos séculos. A consciência humana criou não apenas as pinturas rupestres de Chauvet, o Bhagavad Gita, os Concertos de Brandenburgo e a Teoria da Relatividade, mas também a escravidão, a queima das bruxas, o Holocausto e o bombardeamento de Hiroxima.
Dentre todas as espécies, somos a única que mata seus semelhantes em nome da religião, do mercado livre, do patriotismo e de outras idéias abstratas".
Pergunto a você que lê esta minha página:
Diante das atrocidades cometidas em nome de um messias, que diariamente assistimos pela TV, como será que um deles, Jesus Cristo, se manifestaria?
Na Bíblia está registrado que este Jesus um dia retornará. Muitos são os que aguardam esta nova vinda gloriosa.
Sabe o que eu penso sobre essa hipotética segunda vinda de Jesus Cristo?
A primeiríssima coisa que ele determinaria seria a extinção de todas as religiões!
Concorda?

Auto-avaliação



Analisando os conceitos que me foram atribuídos nesta segunda avaliação, vejo que venho correspondendo satisfatoriamente nas diversas atividades desenvolvidas neste curso. Este fato, por certo, indica que nossos orientadores foram precisos em seus diagnósticos, o que refletiu melhorias em meu desempenho. Meu esforço se concentrou, entre outros, em revisar e aprimorar os pontos fracos registrados em minha primeira avaliação, em especial, na apresentação do PA. Graças à diligência de nossos orientadores e a maneira como este curso é ministrado, somos desafiados a sempre produzir de modo criativo e eficaz, o que é melhor: esse desejo brota espontaneamente a cada comentário recebido. Sendo assim, tenho investido esforços para alimentar o PA com informações consistentes e de bom conteúdo, Procurado registrar no blog textos interessantes e instigadores, buscando interagir com os colegas, colaborei com o trabalho de dois grupos analisando com responsabilidade o conteúdo dos PA´s, sugeri caminhos e levantei hipóteses, além de fazer-me presente constantemente nos fóruns contribuindo com comentários reflexivos. Procuro fazer-me presente nas tarefas com pontualidade e qualidade. Finalmente concluo que o método empregado em nossa avaliação tende a diagnosticar não apenas nossos avanços conceituais em atividades pontuais, mas principalmente em como estruturamos nossa busca pelo conhecimento. Nota-se claramente que existe coerência entre a metodologia utilizada em nossa avaliação com os pressupostos teóricos que alicerçam este curso. O exercício da auto-avaliação possibilíta-nos, holisticamente, ter consciência de todo o processo de nossa aprendizagem. A autocrítica nos ajuda a rever os rumos tomados, nossos avanços e retrocessos e assim fazer e refazer novos caminhos.

domingo, setembro 10, 2006

Projeto de Aprendizagem



Faz algum tempo que não escrevo neste espaço, minha atenção esteve voltada para meu PA. Foi um trabalho gratificante e motivador. Cheguei à conclusão que as razões que levam algumas pessoas a usarem substâncias psicotrópicas é uma questão muito mais complexa do que inicialmente imaginava. Longe de esgotar o assunto, avalio meu trabalho como sendo um grande avanço em relação ao conhecimento que acumulava há meros três meses.
Assimilei um novo modo de aprender, constatei na prática a eficácia de se trabalhar com um PA. Formular questões, buscar justificativas, coordenar informações, mapear conceitos, interagir com professores e colegas , manipular ferramentas eletrônicas de aprendizagem, pesquisar na web, entre outras, são atividades que nos fazem sentir neocientistas, capazes de iniciar a fascinante aventura da construção do próprio conhecimento.
Como Piaget comprovou na nova ciência que criou, a Epistemologia Genética, o sujeito humano é um projeto a ser construido, camada sobre camada. Assim também se deu comigo: dia após dia, no decorrer de minhas pesquisas e interações, sentia que minhas dúvidas temporárias mudavam para novas certezas provisórias.
Sabemos pela botânica, que para determinar a idade de uma árvore basta contar os anéis de seu tronco. Cada anel correnponde a um ano de sua vida. Essa vida pode ser traduzida pela interpretação desses anéis: invernos longos e rigorosos, queimadas, alimento farto, etc.
Um grande pinheiro tem uma longa história, múltiplos anéis, muitas camadas de conhecimento.
Analogamente, penso que estar diante de um sábio é como deparar-se com uma grande árvore, cuja sombra nos conforta e cujos frutos nos alimentam.

quinta-feira, agosto 17, 2006

MISSÃO CUMPRIDA


Hoje, minha filha Karina está se formando em Design de Moda pela Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI.
Eu e meu esposo estamos felizes por sabermos que mais esta missão está cumprida.
A Karina, nas palavras de seus próprios professores, é uma aluna extremamente esforçada, que encara com profunda seriedade todas as tarefas que lhe são delegadas, buscando sempre atingir o máximo. Foi assim, que por ocasião da apresentação de seu TCC, uma renomada professora da UDESC, convidada especial para compor a banca examinadora, disse que nada poderia acrescentar ou mesmo contribuir sobre a qualidade de seu trabalho de conclusão de curso dado o grau de perfeição atingido!
Para nós, pais, ainda nos cabe outra enorme satisfação: nossa filha conclui a universidade apta para enfrentar e competir no mercado aqui fora. Sempre trabalhando, quer de balconista, quer de estilista free lancer, a Karina assimilou práticas e conhecimentos fundamentais à sua profissão.
Acima de tudo, admiramos a Karina por sua humildade; em seus agradecimentos, ela assim se expressa em relação à sua família no seu TCC: “ Dedicatória : A minha mãe Suênia, cujo imenso talento e dedicação tem sido para mim exemplo e estímulo. Meus agradecimentos especiais a minha mãe, por ter acreditado em mim, por estar sempre ao meu lado e ter me incentivado a nunca desistir dos sonhos. Com certeza se não fosse você não teria chego até aqui. Agradeço ao meu pai, Woellington, por ter sido um grande incentivador de diversos trabalhos os quais nasceram através de suas idéias, pela sua grande participação na minha vida acadêmica e por ser um exemplo de sabedoria. Sinceros agradecimentos aos meus irmãos, William e Carolina, por fazerem parte da minha vida.”.
Diante de meu conturbado e sobrecarregado mundo, na condição de mãe de três filhos, esposa, funcionária pública, artesã e professora, encontro momentos de felicidade ao contemplar o sucesso de meus pupilos queridos. Fico fortalecida nessas horas.
Ratifico que todo o empenho em prol do crescimento de nosso próximo, e por que não dizer, da própria humanidade, é uma tarefa compensatória. Nossa vida é um elo fundamental e indissociável da grande teia da vida.
Em relação a nossos filhos, como disse certa vez um poeta, somos o arco, e eles, a flecha. Distendemos o máximo possível esse arco para que a flecha, voando alto e velozmente, atinja o alvo com precisão.
Karina, muito obrigada por me mostrar mais uma vez que é na dificuldade que nos tornamos mais fortes e unidos. Parabéns.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Realização com a turma de pós-graduação- Educação Especial


Estou registrando minha imensa satisfação em ter trabalhado com a turma de pós graduação em Educação Especial: disciplina - Acessibilidade Digital.
Meus principais objetivos foram atingidos ao observar as produções das equipes ao conceituar Acessibilidade Digital, na seleção das figuras para confecção dos cartazes, na utilização dos recursos de computação e no interesse da turma na sala informatizada.
Como tarefa de avaliação, os alunos criaram um blog onde puderam arquivar seus registros.
Segundo diversos relatos dos alunos, a oportunidade de trabalhar numa sala informatizada, de terem acessado o computador e criado um blog foi uma experiência maravilhosa.
“Antes o computador era um elemento estranho que dava medo” disse-me uma aluna; outra fez questão de comentar a satisfação do esposo ao saber que ela tinha trabalhado em um computador. Uma outra ainda, agradeceu a oportunidade dizendo o quanto foi maravilhoso ter descoberto algo de novo, e sobre a importância e motivação gerada por professores que dominam ferramentas de informática a fim de elevar o nível de ensino.
Posso dizer que essa turma realmente produziu.
Quero expressar meus profundos agradecimentos a essa turma, em especial pelo último dia de aula. Eu estava com problemas de saúde, bastante debilitada. Mesmo assim o pessoal acolheu-me com carinho e atenção, demonstrando empenho em todas as atividades propostas naquele dia. São coisas assim que nos deixam mais fortalecidos.
Aos meus professores do curso de especialização que freqüento, oportunizo esse espaço para enaltecer a importância dos novos ensinamentos que nos estão sendo transmitindo. A maneira como eles nos orientam é contagiante.
Muito Obrigada a todos vocês.

terça-feira, agosto 01, 2006

Quem mais falou foi um mudo

O episódio que irei narrar é muito interessante, os fatos mencionados são reais e recente. Estou lecionando a disciplina Acessibilidade Digital: Sociedade Tecnológica, Humanismo e Educação para o curso de pós-graduação Educação Especial, promovido pela AUPEX.
Na primeira aula formamos equipes ( dinâmica do balão) solicitei aos grupos que lessem com atenção o texto de Elisabete Dias de Sá, que fala da Inclusão Digital e de Acessibilidade Digital. Solicitei também, aos grupos que elaborassem um cartaz escrevendo o conceito formado pela equipe e que colassem gravuras que representasse a acessibilidade Digital. Meu objetivo com esta atividade foi observar o que os alunos conheciam sobre o tema e o que mais despertaria o interesse do grupo. Após os cartazes estarem prontos, cada equipe fez sua apresentação. Leram para a turma os conceitos formados e mostraram as gravuras selecionadas. Durante a apresentação questionei os componentes dos grupo sobre a construção do conceito e o que os levou a escolher aquelas gravuras. Foi nesta fase que aconteceu um episódio interessante: Uma das equipes era integrada por um surdo-mudo. Ele escreveu um relato de sua experiência e pediu para um colega ler o que tinha escrito em quanto ele através da linguagem de sinais transmitia sua mensagem. Entusiasmado, contou-nos sua experiência de vida antes e após seu ingresso às tecnologias de informação e comunicação (TIC). Foi emocionante! Podemos entender e sentir a relevância da tecnologia à serviço das pessoas com necessidades especiais. Quem mais falou foi o mudo!
Após as apresentações mostrei através de lâminas o conceito científico sobre acessibilidade digital. Também, apresentei algumas gravuras de acessibilidade tais como: capacete adaptado para digitação, monitores e teclado para cego etc. Com a finalidade de propiciar aos alunos a reelaboração se necessário dos conceitos traçados e a reorganização das gravuras.
Na próxima aula contarei a experiência de Ronaldo Correa Júnior, tetraplégico, que narra sobre as mudanças em sua vida graças a tecnologia e a generosidade de uma congregação religiosa que propiciou os recursos para que ele atingisse seus objetivos. Estou curiosa sobre a reação da classe.
À luz desses acontecimentos gostaria de lançar os seguintes questionamentos:
Fazer milagres seria algo prodigioso, possível somente aos grandes avatares, ou estaria ao alcance dos comuns mortais?
Podemos permitir aos surdos ouvir e aos segos enxergar, aqui mesmo em nosso limitado cotidiano?
Os milagres referidos nos livros Santos podem ser operados por meio da ciência?
Seria o amor ao próximo o primeiro e fundamental passo para a criação de toda a tecnologia?

terça-feira, julho 25, 2006

Acessibilidade Digital

Quarta-feira, dia 26/07 estarei trabalhando no curso de pós-graduação em Educação Especial com a disciplina: "Acessibilidade Digital".
Visando despertar o interesse dos alunos pelo tema Inclusão Digital e Acessibilidade, entregarei um texto para leitura e debate buscando perceber o que elas sabem sobre o tema e quais os assuntos que lhes disperta maior interrese.
Reflexão: A educação formal é um ambiente favorável à inclusão digital. A escola faz parte da comunidade e sofre influência da educação informal, por isso não podemos separar as duas realidades. É preciso pensar a inclusão digital no âmbito da educação formal, considerando os vários atores envolvidos: professores, alunos, especialistas e comunidade. Não é apenas o ensino de informática na escola, muito menos se restringe a simples acesso a computadores. Envolve a tarefa de repensar a inserção das TIC no processo de construção de conhecimento através de acesso, colaboração, comunicação, representação e autoria.
Autonomia do aprendizado significa o aprendizado que ocorre por iniciativa de quem aprende, sem que ele seja obrigado a recorrer à escola ou a outras instituições de ensino. As TIC facilitam a aprendizagem autônoma, isto é,as pessoas aprendem e adquirem autonomia no aprender. A inclusão digital, em função das posibilidades que oferece às pessoas portadoras de deficiência, tem uma importância maior para essas do que para as demais. Acesso deve ser compreendido não como o acesso à rede de informações, mas também a equipamentos e programas adequados, e ainda como a eliminação de barreiras arquitetônicas, de comunicação e de acesso físico.

quarta-feira, julho 19, 2006

Reflexões

Lendo o texto, conteúdos: Para que? Porque? e outros escritos sobre currículo , trouxe para este espaço uma pequena reflexão sobre grade curricular .
Pensar em grade curricular nos remete a pensar "se ninguém gosta de grades, quem se dispõe a romper com aquelas que freiam o currículo"?
As grades incomodam em qualquer espaço social, pois elas significam de alguma maneira uma redução de nossa liberdade implicando em limitações. É bem o caso quando isolamos saberes, dentro de disciplinas definidas. Neste caso, o currículo é visto como sinônimo de um conjunto de conhecimentos determinados, que se enquadram em disciplinas "cientificamente" predefinidas e delimitadoras de tudo que será ou não vivido por estudantes. Quando se ópta por trabalhar com projetos de aprendizagem tem-se a oportunidade de fugir da idéia de seguir sequência de conteúdo/grade curricular.
A organização curricular por meio de PA propicia estratégias para trabalhar com o conhecimento escolar, dispondo os diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que se organizam no cotidiano dos alunos. Facilitando a construção de seus conhecimentos e o tratamento da informação procedentes dos diferentes saberes em conhecimento próprio.
Neste sentido a prática pedagógica passa a ser planejada a partir dos interesses e necessidades dos alunos.
É salutar discutir a flexibilização do currículo como forma de possibilitar aprendizagens que venham de encontro aos os interesses dos alunos, tendo como valor principal a participação dos envolvidos. Neste sentido, torna-se necessário mudanças metodológicas, tais como: trabalho cooperativo entre professores, expansão da idéia de aula e de sala de aula.

sábado, julho 15, 2006

Relato



"Vocês tem de pensar no que querem obter com sua pesquisa. Relacionem tudo que sabem sobre o assunto. Levantem hipóteses a partir do conhecimento de senso comum. As hipóteses somente aparecem a partir de algum conhecimento sobre o assunto, e elas podem ser confirmadas ou negadas".
Com essa informação a professora Beatriz nos iniciou no trabalho de pesquisadores.
Trabalho com o tema "Substâncias Psicoativas": por que algumas pessoas tornam-se dependentes de substâncias psicoativas e outras não"? Elaboramos as listas de nossas certezas provisórias e dúvidas temporárias.
Conversando com meu esposo que toma calmantes há 20 anos, coloquei que estou entendendo melhor do assunto graças ao estudo junto as bibliografias que estou encontrando.
"Estou realmente interessada que você se cure", disse-lhe.
Ele respondeu-me um tanto zangado: "eu também estou muito interessado, porém é preciso mais que interesse. Saber como uma pessoa fica dependente pode ser importante, porém seguir um caminho seguro que leve à cura é o que realmente importa."
Compreendi seu ponto de vista.
Uma vez que tenhamos finalizado a primeira etapa de nossa pesquisa, iremos avançar no estudo das terapias e tratamentos.
Nosso endereço do projeto: http://www.proavirtuag10.pbwiki.com/

quarta-feira, julho 12, 2006

Experiências


Esta é a primeira vez que experiencio o trabalho com Projeto de Aprendizagem. Minhas convicções de como ser uma boa professora e de como ministrar um conteúdo com eficiência foram quebradas. Quando, na condição de aluna, foi apresentado a proposta do trabalho com PA fiquei interessantíssima pelo assunto. A experiência em realizar um projeto, usando esta proposta, está sendo gratificante. Faz-me lembrar da máxima que diz: "APRENDEMOS A FAZER FAZENDO".
Os professores que trabalharam no módulo presencial na cidade de Jaraguá do sul foram muito felizes quando iniciaram o projeto pedindo que pensássemos em perguntas que despertassem interesse. Na oportunidade foram levantadas perguntas como:
Por que o navio não afunda?
Como o avião se sustenta no ar?
De onde vem a energia elétrica
Como as ondas se formam?
Como forma o sal no mar?
Após escrever as indagações no quadro negro, os professores comentaram as idéias do grupo dizendo: que as perguntas retratavam o tipo de escola que nos formou e não nos preparou para compreender questões básicas do dia-a-dia. Percebi que os conhecimentos adquiridos não são suficientes para compreender o mundo a nossa volta. Esta experiência proporcionou-me diversas reflexões com relação à escola e à prática pedagógica.
A proposta de trabalho que privilegia questões de investigação, que nascem dos interesses e necessidades dos alunos, é sem dúvida mais produtiva, motivadora e desafiadora.
Trabalhando no projeto "Substâncias Psicoativas", percebo o quanto de conhecimento já adquiri através da pesquisa e das trocas de informações com minha colega de equipe. Partilhamos dúvidas, socializamos novos materiais e traçamos rumos para outras investigações. As trocas são intensas, os professores nos orientam mostrando caminhos, apontando possibilidades e oportunisando reflexões sobre nossas construções durante a pesquisa para que não nos desviemos do foco.
A aplicação das idéias e a organização desse trabalho nos possibilitam construir conhecimentos. A partir das interações com nossos colegas e professores, tornamo-nos verdadeiros pesquisadores (cientistas autônomos) e ativos, dentro de um espírito de cooperação e respeito mútuo.
Essas experiências mudaram meu planejamento, estou revendo minha prática pedagógica e meus métodos de trabalhar com o conhecimento sistematizado.

Inclusão das Professoras


Estou ministrando o curso do programa Salto para o Fututo - Série: Novas Formas de Aprendizagem. Nesta oportunidade estudamos conteúdos referentes a utilização do blog . As professoras cursistas aproveitaram para construir um texto coletivo e deixaram um recado para quem visita este espaço.
No dia de ontem com a orientação da nossa querida professora Suênia, nós alunos,do Salto para o Futuro tivemos uma experiência até então desconhecida por nós professoras.
Conhecer o blogger é tudo de bom! Esse espaço permite além de partilhar idéias, também o texto escrito, permiando a interação no meio social da internet, desmistificando o "preconceito" que pessoas com uma certa idade não estão na onda. Nós professoras, estamos dando um salto para o futuro nos preparando para conectarmos com toda a galera que acessa a internet.
Foi uma experiência inovadora que nos mostrou a diversidade de utilidades que o computador pode nos trazer. Sobretudo na educação onde podemos utilizar ferramentas como esta para tornar nossas aulas mais interessantes.

segunda-feira, julho 10, 2006

APRENDIZAGEM POR PROJETO

quinta-feira, julho 06, 2006

Salto para o Futuro


Divido uma experiência com quem visita este espaço.

Na próxima semana estarei trabalhando com os professores da educação básica a série do Programa Salto para o Futuro: Novas Formas de Aprender: Comunidade de Aprendizagem. Para minha surpresa, a procura pelo curso foi maior do que o número de vagas oferecidas. Este fato me levou a indagar os professores que não conseguiram inscrição e demonstraram decepção, por que queriam tanto participar desta série. Grande parte dos professores responderam: Tinham expectativas de aprender formas diferentes de trabalhar na sala de aula, falaram que o título da série era interessante e atual. Outros ainda disseram que queriam participar por ser um assunto importante para os professores, e tinham expectativa de aprender formas mais interessantes para ensinar pois a falta de tempo, devido a carga horária intensa e o baixo salário não permitiam a participação em cursos especializados.
Analisando as respostas e refletindo as diversas falas onde dizem: Os professores não querem mudar, são acomodados, tem medo de romper com o tradicional, não atualizam-se porque não querem etc, percebo que a realidade não é bem essa. Há um grupo de professores cedentes por capacitação, em atualizar a prática pedagógica. Porém , o que notamos é que os professores não dispõem de materiais adequados para o trabalho e os sistemas educacionais não oferecem formação contínua fazendo com que os docentes revejam sua formação e atuação pedagógica. O que vocês pensam?

segunda-feira, julho 03, 2006

Multiplicar Conhecimentos

Multiplicar conhecimentos = estar de bem com a vida!
Junto ao que fazemos está implícita a missão de servir.

Hoje pela manhã, trabalhei com as professoras do Departamento de Ensino da Gerência de Itajaí, um pouco do que estamos aprendendo no curso de Especialização em Tecnologias. Estudamos detalhadamente o Blog, lemos todas as informações das páginas, teorizamos sobre a utilização desta ferramenta na escola, em seguida todas criaram seu blog. Aí o baile começou: - Su me ajuda... Su vem aqui... Su já fiz... Para onde vou agora? O meu não apareceu... espera estou na classe de aceleração!
Sem contar quem chegou mais tarde e quis iniciar o processo. Foi me dando um calorão, que tirei até a meia. Também, para quem está engatinhando de repente querer dar um passo deste tamanho! Mas um pouco de sufoco e comecei a escutar: Que lindo! Que beleza! Agora o meu deu, Su consegui e assim fomos até perto das treze horas.
Conclusão: todas criaram seu blog, editaram dois textos, colaram figuras, fizeram comentários no blog das colegas e ainda combinaram de uma vez por semana escrever sobre o tema: "Jornal na Escola". Todas pareciam crianças descobrindo um brinquedo novo. Saí da sala muito feliz por ter multiplicado o conhecimento que adquiri através dos professores do Curso de Especialisação.